Acho que essa pergunta é a que eu venho me fazendo há meses. Quão longe eu estou disposto a mudar, a ir, a fazer e acontecer por alguém?
É complicado responder, porque tu sabe que do jeito que está as coisas não vão se desenvolver, tu acaba entrando em um eterno loop, fica revivendo as mesmas sensações, as mesmas brigas, as mesmas expectativas frustradas de sempre e isso causa um desgaste emocional e físico tão grande que acaba ofuscando qualquer chance de encontrar uma solução adequada.
Mas aí tu tem que se lembrar: Tem um outro lado essa história. Tem a pessoa pela qual tu entrou nessa ''queda em parafuso'' mental, que, até mesmo sem querer, te colocou nessa situação, te impôs à mudança.
Ela mudaria por ti? Ela faria metade do que tu já fez, faz e faria por ela? Não.
Ela não faria. É totalmente centrada na vida dela, e o resto ela resolve quando atingir os próprios objetivos pessoais. E, do jeito que as coisas estão, tu não é um deles.
Tem como condenar alguém por querer se focar na vida e não mudar de forma abrupta só pra agradar outra pessoa?
Só porque você acha que vale a pena mudar por alguém, não quer dizer que a outra pessoa pense do mesmo jeito.
Daí você resolve que vai sair da vida da outra pessoa, que é melhor deixa mesmo ela seguir os objetivos dela em paz, e você buscar os seus.
Mas quem disse que ela deixa? Ela não deixa tu se afastar, ela te quer por perto, mas ela não quer nada além disso. Ela quer direito de propriedade sobre algo que ela não tem, e não parece querer ter!
E tu faz o quê? Continua do jeito que está e persegue os próprios objetivos, ou volta atrás e começa a história de novo?
A 1ª opção é a racional, a correta, a que vai te deixar calmo, que vai te guiar pelo caminho da tranquilidade enquanto a plena felicidade não vem.
A 2ª opção é a emocional, a que vai te levar de volta pro sofrimento, pra ruína e destruição, que vai te frustrar e fazer feliz várias vezes.
Claro, você escolhe a segunda...
E é aí que tu se dá conta: Você acabou de mudar por ela. De novo.

Um comentário:
Beeeeeeeeeeto, meu amiguinho gaúcho preferido...Amei teu jeito de escrever, tua forma de se expressar. Viu só como não é um bicho de sete cabeças? Com o tempo tu vai vendo a evolução na forma de pensar, de escrever acontecendo. A cada novo post. Não deixe mais de escrever. A respeito do post, mudanças são sempre necessárias, acredito. E eu aprendi bem essa lição que devemos mudar, mas mudar por nós mesmos, não por ninguém.É sempre muito frustrante perceber que tudo que vc planejou ( ou grande parte disso), às vezes, não aconteceu porque não priorizamos nossas escolhas, priorizamos as escolhas de outra pessoa que não pensou um minuto sequer em priorizar as nossas.(Confuso 0o rsrs)
A primeira opção é sempre a mais centrada, realmente, a mais racional. Mas racionalidade demais atrapalha, é preciso haver um equilibrio. Um equilibrio entre a racionalidade e o sentimentalismo. Entre razão e coração. Um não deve existir sem o outro. Se amamos alguém, nada mais natural abrir mão(AS VEZES), de algumas coisas para ver o outro feliz. Mas isso tem de ser sempre recíproco. Se percebemos que não é, que não existe mudanças da parte da pessoa tbm, então mande-a catar coquinho.
hahahhahaha.
Betooo, acho que exagerei no comentário. 0o (foi malz).
Prometo a ti que atualizarei meu blog, tbm. Daí sempre veio aqui visitar e virce-versa.
Beijão, viu.
Bem-vindo ao fabuloso mundo dos blogs. (Totalmente viciante e petubante também).
"Se entregue as palavras, dê voz a elas."
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